quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Leitores de tela para cegos

JAWS

O JAWS(Job Acess With Speech) é sem dúvida o principal leitor de telas do mercado. Desenvolvido pela Freedom Scientific o software é considerado por muitos o melhor e mais completo leitor de telas para plataforma Windows. Atualmente na versão 15, o sofware permite aos usuários cegos ou com baixa visão acesso quase que total as principais funcionalidades do sistema, desde manipulação de pastas e arquivos, configuração e personalização do sistema, criação e edição de documentos no pacote de escritório Office, navegação em sites da internet, entre outras funcionalidades.

NVDA

O NVDA (Non Visual Desktop Access ) é um leitor de telas gratuito e de código aberto, ou seja, é um software totalmente livre de custos. Este leitor está evoluindo a passos largos. Uma característica que garante um grande diferencial ao NVDA é o fato dele não precisar ser instalado no sistema, podendo ser levado em um pendrive, cd ou qualquer outro disco removível.

Orca

Assim como o NVDA, o Orca também é um sofware gratuito e de código aberto. O diferencial aqui é que ele roda em Sistema Operacional Linux. O Orca além de leitor de telas é também um ampliador de telas, possibilitando ao deficiente visual a utilização de apenas um programa para tornar o sistema acessível. Falando em sistema acessível, o Orca já vem instalado como recurso de acessibilidade padrão em algumas distribuições Linux, permitindo assim que o deficiente visual instale o sistema sem o auxílio de um vidente.

Divulgando

Aplicação do CPqD para deficientes visuais já está disponível para download.

CPqD Alcance pode ser baixado gratuitamente na loja Google Play.

- A solução CPqD Alcance, desenvolvida com o objetivo de facilitar o uso de dispositivos móveis por pessoas com deficiência visual, já está disponível para download gratuito na Google Play, a loja online de aplicativos da Google. Disponível para smartphones com tela sensível ao toque baseados no sistema operacional Android (a partir da versão 4.x), a aplicação do CPqD utiliza recurso de narração automática por síntese de voz para facilitar o acesso do usuário às principais funções do aparelho. Essas funções são representadas por ícones na tela touchscreen do smartphone. Na medida em que a pessoa desliza o dedo sobre a tela, uma voz sintetizada informa a função correspondente àquela área. Com mais um toque, o usuário tem acesso à função: realizar e receber ligações, enviar e receber mensagens de texto (SMS), consultar o histórico de ligações, o nível de bateria, a data e hora e a lista de contatos telefônicos, entre outras. Além dessas funções básicas, o CPqD Alcance oferece também algumas funções avançadas, como despertador (com lembrete de voz), localização e auxílio ao deslocamento, tocador de música e leitor de arquivos de texto, por exemplo. "A intenção é facilitar o uso dos principais recursos do smartphone, dando mais autonomia e privacidade à pessoa com deficiência visual", explica Graziela Barros, gerente de produto no CPqD. A aplicação é resultado do Projeto VozMóvel, desenvolvido pelo CPqD em parceria com o Centro de Prevenção à Cegueira (CPC) de Americana, com o apoio de recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), do Ministério das Comunicações, administrados pela Finep. "A parceria com o CPC é um diferencial importante, porque permitiu identificar as reais necessidades dos deficientes visuais e a sua participação no próprio desenvolvimento e teste da solução", afirma Claudinei Martins, coordenador do Projeto VozMóvel - que, em 2012, recebeu o Prêmio ARede na categoria Acessibilidade. Mais autonomia ao deficiente visual. Em fevereiro do ano passado, o CPqD iniciou um teste piloto com nove pessoas atendidas pelo Centro de Prevenção à Cegueira, que receberam smartphones com a aplicação instalada para serem utilizados no seu dia-a-dia. "O intuito era avaliar a usabilidade da aplicação e receber sugestões de melhorias", explica Martins. Recentemente, uma pesquisa aplicada a esses usuários revelou que o nível de satisfação com a solução é alto. Foram avaliados cinco quesitos, sendo que a média das notas atribuídas em cada um foi superior a 9,4 (a pontuação máxima era 10). "O aspecto da autonomia em relação ao uso do smartphone foi o mais relevante, em termos de resultado", comenta o coordenador do projeto. Além disso, a pesquisa avaliou os quesitos melhora da privacidade, da interação social, do uso do celular e da qualidade de vida. O foco inicial do CPqD Alcance são as mais de 6,5 milhões de pessoas cegas ou com grande dificuldade permanente de enxergar existentes no Brasil, de acordo com o Censo 2010 do IBGE. Mas essa aplicação do CPqD pode beneficiar também outros usuários de smartphones, como pessoas com baixo letramento ou pouco familiarizadas com tecnologia - como idosos, por exemplo.

Para fazer o download gratuito do CPqD Alcance, basta entrar na loja Google Play, no seguinte endereço eletrônico: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.cpqd.alcance&hl=pt_BR .
Sobre o CPqD.
O CPqD é uma instituição independente, com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação (TICs). As soluções do CPqD são utilizadas por empresas e instituições no Brasil e no mercado internacional, em setores como comunicação e multimídia, utilities, financeiro, industrial, corporativo, administração pública e defesa & segurança. Atuando há 37 anos, o CPqD conta com mais de 1.300 profissionais altamente capacitados, reconhecidos por sua criatividade e comprometimento com elevados níveis de qualidade. Possui hoje o maior programa de P&D da América Latina na sua área de atuação e tem como objetivo contribuir para a competitividade do País e a inclusão digital da sociedade, levando ao mercado tecnologias de produto, sistemas de missão crítica, serviços tecnológicos e consultorias que beneficiam grandes e pequenas empresas, aumentando a eficiência desses negócios e alavancando o empreendedorismo no Brasil.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Dica do dia

Se você encontrar um cego na parada de ônibus, por gentileza pergunte que ônibus ele deseja.
Muitas vezes estamos na parada tentando saber que ônibus está chegando e as pessoas tem dificuldade para se comunicar conosco, ou seja, apenas basta dizer o nome do ônibus que parou em frente da parada de ônibus que ficaremos muito grato.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Compartilhando o desabafo do Vanderlei

CEGOS FEIOS, SUJOS E MALVADOS

Postado por Lucia Maria em novembro de 2013

O desabafo vem do Vanderlei, 59 anos, morador de uma cidadezinha de Minas Gerais e cego há quase vinte anos depois de um grave acidente de trabalho como mergulhador em uma plataforma de petróleo:

"Quando fiquei cego, a dor de não enxergar foi menor do que a dor de ser banido, excluído da sociedade. Perdi tudo: mulher, amigos, emprego. O mundo deixou de ser um bom lugar para mim. Virei alguém menor e descartável. Não era mais considerado igual aos outros. Briguei sozinho e durante muito tempo por direitos básicos para no final conseguir apenas ser chamado de radical, chato, mala e xiita. Ainda assim, tenho orgulho de minha única vitória: o legado que deixei a minha filha, hoje uma grande lutadora pela acessibilidade".

Entre o bom humor e a melancolia, o Vanderlei desfia histórias de discriminação e humilhações semelhantes às de milhares de cegos, com a diferença de não deixar barato nunca:

"Quase fui preso uma vez por avançar em um safado de um vereador! Mas depois de tantos anos tentando ser ouvido, tentando mudar as coisas, quem é que não perde a paciência?

Vou te dizer uma coisa, se eu fosse mais jovem, ia até São Paulo e ficava pelado ao meio-dia de uma sexta-feira em frente ao MASP, na avenida Paulista, que hoje em dia é assim que se chama a atenção. Não tem aquelas meninas lindas do FEMEN? Mostram os peitos e na hora viram manchete no mundo inteiro. Então, o ceguinho pelado pode não ser um espetáculo tão bonito, mas que eu ia falar no Jô, na Marília Gabriela e no Fantástico, ah, isso eu ia!".

O relato do Vanderlei ilustra bem o que vemos diariamente: de um lado, a omissão do poder público, o descaso da sociedade e o inexplicável silêncio e os braços cruzados dos cegos diante de históricos abusos e desrespeito; de outro, a luta árdua de no máximo meia dúzia de gatos-pingados, os radicais e xiitas, assim chamados porque denunciam o não cumprimento de seus direitos fundamentais com todas as letras e sem concessões. Já são muito poucos e a forma com que lutam, com contundentes opiniões e cobranças, acentua ainda mais o contraste. Postura comum e muito melhor compreendida quando vem de videntes reivindicando ou denunciando alguma coisa; de emails, artigos, entrevistas inflamadas, concentrações e passeatas nas ruas até invasões de órgãos públicos e barreiras de fogo bloqueando estradas, fazem com que as manifestações destes cegos pareçam amenas conversas ao redor de uma mesa de chá às cinco da tarde.

Fora que a luta de videntes encontra muitos e variados espaços de discussão em todo o país, o que também não acontece quando o assunto é deficiência e muito menos quando é a visual. No caso dos cegos chamados de radicais e xiitas, é só chegar mais perto, ouvi-los, acompanhar suas discussões em fóruns virtuais para constatar o que realmente importa:

sua luta é justa, legítima, limpa - frequentemente e muito convenientemente ignorada, mas raramente contestada.

Só para citar uma discussão recente, como aceitar calados o não cumprimento da lei federal do ano 2000 que prevê a instalação de semáforos sonoros nas cidades brasileiras, dispositivos básicos, de fundamental importância para quem é cego? São Paulo só tem dois! Vale a pena destacar um trecho de entrevista concedida a este blog pelo jornalista e radialista carioca Marcus Aurélio de Carvalho, baixa visão, com quase trinta anos de carreira em rádios, até o ano passado gerente executivo da Rádio Globo São Paulo e afiliadas: "...Pode perceber como semáforos sonoros neste país só existem em frente a instituições para cegos. A mensagem clara é: pode ir estudar! Vai entrar pela porta do ônibus que não paga, chegar com segurança, ficar só com quem é parecido com você e depois voltar para casa! E se o cego se apaixonar e quiser ir a um motel? Ah, aí não dá, porque lá não tem semáforo com sinal sonoro (risos)... E se quiser tomar um chopp? A mesma coisa, só vai se for levado por alguém que enxerga".

Será que os cegos sentem-se satisfeitos, respeitados e atendidos na defesa de seus direitos por secretarias de governo e organizações criadas para representá-los? Ou parecem mal saber para que servem?

Existem eficientes políticas públicas para a acessibilidade da pessoa com deficiência visual?
Há punição para o descumprimento de leis?
Será que estão contentes com a altíssima tributação sobre a tecnologia assistiva?
Compram seus livros acessíveis das editoras ou pegam emprestados das bibliotecas públicas, como fazem os videntes que não têm dinheiro para comprá-los?
A resposta é, invariavelmente, não.

Enquanto isso, assistimos este ano à choradeira emocionada por conta de um tratado internacional que beneficiaria o acesso dos cegos aos livros, notícia reproduzida e comemorada sem que ninguém soubesse o que era - aliás, até hoje não foi divulgada uma única linha informando com clareza o conteúdo do acordo! E foi cego chorando no twitter, o cantor e compositor Stevie Wonder chorando em cima de um palco, toda uma comoção pelo que já era esperado: o fortalecimento ainda maior do monopólio das instituições para cegos sobre o livro acessível. Isso, sim, é de chorar!

E, para citar mais um episódio recente, o veto à ampliação da audiodescrição na televisão brasileira, que nem com reza brava sai de algumas míseras horinhas semanais de programação nas emissoras abertas, justamente na TV, a principal forma de lazer do brasileiro e, portanto, o veículo que permitiria o acesso muito maior da maioria dos cegos do país à informação, à cultura, à diversão.

Um amigo cego diz que a última grande revolução na vida de quem tem deficiência visual chama-se leitor de tela e não teve nenhum dedo do governo ou de qualquer instituição assistencialista. Com exceção da Convenção da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência, não temos muito o que comemorar em conquistas significativas no presente, daí, então, a exaltação contínua ao passado de vitórias que, embora louváveis e de extrema importância, principalmente pela união e garra nunca mais vistas, foram um primeiro passo. Na falta de bons projetos, eis que governantes vão ainda mais longe no tempo e dizem à exaustão em palestras que "avançamos muito, porque até pouco tempo atrás as pessoas com deficiência eram atiradas em rios, poços ou precipícios". Ou esta, totalmente vaga e também repetida feito um mantra: "Aos poucos, vamos conquistando o que é preciso." Os cegos radicais e xiitas assim são chamados porque vão muito além das belas frases e mensagens de otimismo e esperança, inconsistentes e tolas quando desacompanhadas de ações efetivas e por estas, sim, são eles os únicos a lutar.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Atitude preconceituosa

Cego andando de táxi

Durante várias entrevistas de trabalho fui questionada se vou ao trabalho de táxi ou ônibus.
Óbviamente vou ao trabalho de ônibus, pois não recebo salário de deputado ou senador, mas me indiguino desta pergunta, pois pensso que estas pessoas acham que nós devemos em dia de temporal, por exemplo, ficar vulneráveis a tomar um raio na cabeça, cair numa vala ou bueiro aberto nessa cidade tão acessível!
Imagino que estas pessoas penssam que não adoecemos e se adoecemos lá vem outro preconceito que não cabe aqui comentar.
Atualmente, percebe-se o grande crescimento do número de automóveis nas ruas e me pergunto porque estas pessoas não pegam ônibus como nós?
Gostaria que os recrutadores vendassem os olhos em dia de chuva e saíssem com uma bengala num dia com vento tempestuoso e barulho ensurdecedor em meio do trânsito agitado dessa cidade, para entenderem nossa realidade.
Acredito, que a partir dessa atitude entenderão nossa situação.
No entanto, já basta não poder dirigir um carro, mas agora recriminarem usar um táxi é deprimente!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Preconceito

Gostaria que o preconceito não existisse., mas lamentávelmente em pleno 2013 vivemos tal realidade.
No mercado de trabalho encaramos essa situação de frente, pois temos que provar por a e por b que somos capazes, nossa palavra vale menos que a de pessoas não esclarecidas sobre as deficiências.
Nossa qualificação é julgada horrores e quando nos oferecem salários são inferiores a nossa formação. Posteriormente, se não aceitamos as ofertas, comentam que não há pessoas qualificadas no mercado, no entanto, o que vivemos é uma inclusão sobre a exclusão, onde o que prevalece é o preconceito, pois as pessoas com deficiência não são valorizadas financeiramente como as demais sem deficiência.
A verdade é que a maioria das empresas empregam pessoas com deficiência para cumprir uma cota, esta se não cumprida vai gerar uma penalização por parte das autoridades fiscalizadoras, sendo assim, agem com caridade empregando alguns deficientes por pouca coisa para esconder o preconceito que mora em suas instituições.
Enfim, ninguém pediu para nascer com uma deficiência, nem quiz adquirir a mesma, precisamos que nos olhem como pessoas, independente da condição especial que possuímos, acabando com o preconceito que assombra nossas vidas!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Filho com deficiência

Se tiver um filho com deficiência não desanime, não será o fim do mundo, será o começo de uma luta por superação.
Trará muitas alegrias, não será uma decepção, só precisará de muito amor, carinho, atenção e dedicação, pois os frutos vocês colherão juntos!