terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Casal de São Carlos adota 5 crianças deficientes e dá exemplo de amor

Fisioterapeuta e escrevente contam como a família cresceu a cada filho.
Juntos, eles mantém um lar de carinho, atenção e muitas brincadeiras.

Quando a fisioterapeuta Ana Paula Amaral e o escrevente Ricardo Augusto Vieira decidiram adotar o primeiro filho eles não imaginavam que se tornariam pais de outras quatro crianças deficientes. Hoje, o casal de São Carlos (SP) comemora essa trajetória. "Eu já gastei todos os meus créditos na vida mandando mensagens para Deus, mensagens de gratidão", disse Vieira. Ele contou que cada uma das adoções tem uma história especial. "Primeiro, a Paula assistiu a um filme e falou: 'Olha, acho que poderia ser Down'. Aí, a gente fez a habilitação para Down, colocaram nosso nome no cadastro e fomos buscar o Didi, o mais velho. Depois, por um engano abençoado, a gente permaneceu na lista e isso nos permitiu ter nossa segunda filha, a Clara". Na sequência, para completar a família, vieram o Henrique e a Tainá. "A situação apertou financeiramente. Eu era professor de filosofia no Ensino Médio, a Paula em dois, três empregos e prestei concurso para escrevente. Eu teria que começar a trabalhar no dia 21 e o pessoal ligou e falou: 'Sua filha tem que ser buscada no dia 21'. Eu faltei no meu primeiro dia de serviço para buscar nossa quarta filha, a Tainá", contou. Guilherme foi o último a ser adotado. "A assistente social conversou comigo pelo telefone e falou: 'Olha, ele é moreno, moreninho'. Eu falei: 'Sei, sei'. E continuei conversando. 'Olha, ele é bem moreno, ele é moreno escuro'. Aí, eu percebi que ela estava com dificuldade devido ao preconceito. Aí, eu disse: 'Olha, a senhora poderia me dizer que ele é negro, por favor?'. Hoje ele é um dos nossos filhos mais alegres. Ele não enxerga, ele não entende muito bem, mas ele sorri, ele aprendeu a abraçar, abraça os irmãos", contou Vieira. Cada criança trouxe consigo alegria e cuidados. A rotina inclui levar os filhos na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), dar remédios, cuidar da alimentação e, claro, brincar. Saudade Apesar das alegrias, uma saudade vai companhar para sempre o casal. Clara, Clarinha, como era chamada, morreu com sete anos. "Ela era linda. Ela tinha um prognóstico muito ruim, de no máximo 30 dias de vida. A gente estava a cada mês esperando que ela fosse falecer e parou de esperar porque ela estava linda", contou Ana Paula. Agora, a fisioterapeuta carrega o nome da criança no braço, tatuado. Depois de adotar, ela descobriu que não pode dar à luz, mas a notícia, ao contrário do que costuma acontecer, não foi mal recebida. "Não foi uma coisa para sofrer, a gente sente que foi uma coisa só para dizer que estamos no caminho certo". "É só por amor que a gente tenta cuidar de outra pessoa, então se é seu filho biológico ou se é um filho adotivo, a partir do momento em que você decide ser pai, ser mãe, é uma coisa que é do coração", comentou Ana Paula.

Fonte: G1

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Sensor de som criado por brasileiros ajuda pessoas com deficiência visual

Por meio de avisos sonoros, protótipo desenvolvido por pesquisadores brasileiros tem como objetivo dar mais autonomia à portadores de deficiência visual.

Para auxiliar a realização das atividades diárias de pessoas com deficiência visual, pesquisadores do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAP-SoL), sediado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, desenvolveram um protótipo de sistema que permite ao usuário fazer a identificação de obstáculo e ambiente por intermédio do som. O programa computacional denominado GuideMe funciona em um dispositivo pequeno, ajustável à roupa e utiliza processamento de imagem e localização através do eco para reconhecer o ambiente. O protótipo desenvolvido alcançou o primeiro lugar no II Concurso Intel de Sistemas Embarcados realizado durante o IV Simpósio Brasileiro de Engenharia de Sistemas Computacionais (SBESC), que aconteceu de 4 a 7 de novembro, em Manaus (AM).
A equipe de pesquisa é formada pelos doutorandos do programa de pós-graduação em Ciências de Computação e Matemática Computacional (PPG-CCMC) Renê de Souza, Heitor Freitas e Luiz Nunes, com a coordenação do professor Francisco Monaco, do Laboratório de Sistemas Distribuídos e Programação Concorrente do Departamento de Sistemas de Computação, todos do ICMC. O sistema, por meio de fones de ouvido, estabelece comunicação com o usuário tanto verbalmente, com o uso de um sintetizador de voz, quanto por meio de sons tridimensionais.
"Imagine o deficiente visual aproximando-se de um balcão para pedir informações; se não houver ninguém para atendê-lo, o sistema diz: "ninguém à vista".
Em outra situação, podemos imaginar o deficiente visual procurando por uma pessoa conhecida em um local público; caso a pessoa seja detectada pela câmera, o sistema aponta para a aproximação dela e pode, inclusive, guiar o usuário até o seu amigo", explica o professor Monaco.
O professor menciona ainda que, em uma situação na qual o usuário caminhe por um corredor, em linha reta, ele deve ouvir um som (suave) que pareça vir de sua frente. Caso o usuário ande em direção a uma das paredes, o som modifica sua direção e passa a ser ouvido como se viesse do lado da parede. Assim, o usuário pode utilizar essa dica sonora para conhecer a geometria do ambiente e corrigir seus passos.

Visão computacional

O sistema explora duas técnicas inovadoras. Uma é baseada em visão computacional que utiliza um webcam convencional e algoritmos de processamento de imagem para detectar a presença de pessoas e identificar rostos conhecidos. A outra técnica é apoiada em psicoacústica (estudo da relação entre estímulos sonoros e suas sensações decorrentes) e utiliza sensores de ultrassom para localizar obstáculos. Porém, em vez de emitir bipes, como sensores de estacionamento utilizados em veículos, por meio de um algoritmo de geração de áudio 3D, o dispositivo produz um som que aparenta surgir da direção e da distância em que está o obstáculo.
O GuideMe utiliza conceitos de wearable computing (tecnologia portátil como peça de vestuário) e sensor fusion (geração de informação combinando múltiplos sensores) e em sua especificação completa, utilizará sensor GPS, bússola e conexão wireless para prover auxílio à locomoção em áreas abertas. O objetivo inicial do projeto foi de aperfeiçoar os algoritmos que utilizam processamento espacial e de imagem. O protótipo atual foi produzido em um equipamento de hardware fornecido pela empresa de tecnologia Intel.
"Pretendemos migrar para um hardware menor, mais leve e com maior eficiência energética, para que possa ser utilizado por mais tempo com auxílio de bateria.
Em longo prazo, pretendemos aprimorar a utilidade do dispositivo a partir da avaliação dos usuários", explica Monaco. Durante o desenvolvimento a equipe fez testes preliminares utilizando o sistema para guiar-se em corredores com outras pessoas presentes. As funções do dispositivo foram executadas como o esperado. O próximo passo é realizar testes em pessoas com deficiência visual. O programa que foi desenvolvido em software livre será disponibilizado para a sociedade.
"Todas as especificações, artefatos de software e aplicações são livres para beneficiar a população e, sobretudo, às pessoas que possam fazer uso do sistema.
Acreditamos nos conceitos de free open source software (software livre e de código aberto) e de free open source hardware (hardware livre de projeto livre e aberto) como facilitadores para que a pesquisa possa virar produto, este evolua livremente e chegue às pessoas a custos acessíveis", complementa o professor.
"O sistema de orientação psicoacústico utilizado é baseado em técnicas de processamento de áudio tridimensional estudados por pesquisadores na Alemanha.
Em conjunto, pretendemos intensificar as pesquisas", planeja Monaco.
O II Concurso Intel de Sistemas Embarcados é destinado a estudantes de graduação e pós-graduação e tem a intenção de promover o desenvolvimento de sistemas inteligentes e inovadores com base em tecnologia embarcada. A equipe fará uma visita técnica ao laboratório da Intel nos Estados Unidos, como parte da premiação, e integrará o programa Intel Developer Forum, além de estar pré-classificada para a edição de 2015. A proposta apresentada para o concurso foi uma das aprovadas que recebeu uma placa de desenvolvimento (hardware) para produzir um protótipo em três meses. Além da continuidade do projeto, a equipe visa a investir em pesquisa na área de acessibilidade.

Fonte: Portal Nacional de Tecnologia Assistiva

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Frase do dia

Enquanto eu for capaz de sentir alegria, de fazer rir a mim e aos outros e de irradiar uma sincera preocupação pelos meus semelhantes, serei sempre um imã de amor.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Banrisul trabalha pela construção da acessibilidade e sustentabilidade

Nesta quarta-feira (03), foi o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Dentro do objetivo de caminhar em direção à sustentabilidade, o Banrisul tem se engajado em prol da acessibilidade e sua conscientização. Ações têm sido desenvolvidas tanto em âmbito externo - atividades na comunidade dirigidas pelo Grupo Estratégico de Gestão Socioambiental - e também em âmbito interno - parceria com várias Unidades por meio de vivências e palestras junto aos funcionários.

Desde 2013, o Banrisul, por meio do Grupo Estratégico de Gestão Socioambiental, participa da Semana Estadual de Pessoa com Deficiência no Rio Grande do Sul, que ocorre em agosto. Neste ano, o Banco promoveu atividades trazendo a perspectiva da Acessibilidade: Dimensão Humana da Sustentabilidade, e também lançou a cartilha Acessibilidade: um guia de convivência e o curso de Educação a Distância sobre o tema, destinado aos empregados do Banrisul.

Funcionários com Deficiência - O Banrisul possui cerca de 50 colaboradores com deficiência. Todos eles têm o apoio do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho do Banrisul (SESMT) para orientação e atendimento de necessidades de adequação do posto de trabalho. O Banco também possui o Projeto Linguagem Brasileira de Sinais para disseminar a cultura da pessoa surda na instituição. O objetivo da ação é alcançar a meta de dois colaboradores capacitados em Libras por agência.

CPB Acessibilidade - Para fomentar em âmbito comercial a acessibilidade, o Banrisul também possui a modalidade de Crédito Pessoal Banrisul (CPB) para aquisição de bens e serviços para melhorar o cotidiano das pessoas com deficiência. Essa linha de crédito chama-se CPB Acessibilidade.

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência – A data foi instituída pela ONU, em 1998, e é comemorado no dia 3 de dezembro. A data tem o objetivo de aumentar o entendimento sobre a questão e promover a dignidade, os direitos e o bem estar das pessoas com deficiência.

Fonte: Assessoria de Imprensa e Gestão Socioambiental do Banrisul

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Livros acessíveis para cegos

Câmara lança novas edições de audiolivros no dia da acessibilidade

Com a proposta de tornar seus produtos cada vez mais acessíveis a pessoas com deficiência, a Edições Câmara lançou, nesta terça-feira (02/12), novos títulos em audiolivro. Nessa data, a Câmara promoveu o Dia da Acessibilidade, com uma série de atividades para marcar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

Os audiolivros ganharam novo projeto, agora com voz sintética, permitindo produzir mais títulos em menos tempo, além de facilitar a atualização das legislações e demais obras. A Edições Câmara buscou uma solução econômica para a instituição, utilizando uma voz e um sintetizador sem custo para a Câmara.
A ideia, explica a diretora da Edições Câmara, Heloísa Antunes, é que os audiolivros façam parte da linha de produção da editora. "A partir de agora, o público de pessoas com deficiência visual terá um acesso ampliado aos nossos títulos, já que os recursos para a produção de um audiolivro são inferiores aos de tipos ampliados e braile", destaca Heloísa.
A partir do dia 2 os audiolivros estarão disponíveis para download gratuito em formato "mp3" na página da Edições Câmara. Serão lançados a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o Estatuto da Juventude e a Legislação sobre Licitações e Contratos Administrativos.

Serviço
Lançamento de novos audiolivros da Edições Câmara
Data: terça-feira (02/12) Horário: 15 horas
Local: Espaço do Servidor Anexo II da Câmara dos Deputados
Fonte: Agência Câmara de Notícias

sábado, 29 de novembro de 2014

Com apoio da ANFIP, INSS lança cartilha sobre acessibilidade

O vice-presidente de Assuntos Fiscais, Vanderley José Maçaneiro, e a diretora Administrativa da Fundação ANFIP de Estudos da Seguridade Social, Neiva Renck, participaram no dia 26 do lançamento da cartilha "Movendo-se pelo INSS", que integra o projeto "Acessibilidade para os servidores com deficiência no INSS".

O objetivo do projeto é tornar os ambientes e processos de trabalho acessíveis a todos os servidores, a fim de contribuir com a saúde e qualidade de vida no trabalho, assim como garantir a plena participação das pessoas com deficiência na vida social.

Maçaneiro destacou o trabalho de vanguarda do INSS, que está sempre à frente em suas ações, tanto em seu comportamento interno quanto nas políticas públicas que desenvolve. "Quando se faz o enfrentamento e a busca de soluções, as políticas têm resultado. O INSS é patrimônio nacional e comprova diariamente que, com trabalho sério, as coisas dão certo", afirmou.

Fonte: ANFIP

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Microsoft cria fone de ouvido que ajuda pessoas com deficiência visual

A Microsoft, em parceria com a instituição de caridade Guide Dogs, anunciou a criação de um headset inteligente com o objetivo de ajudar pessoas com algum tipo de deficiência visual. De acordo com a BBC, o dispositivo, uma vez conectado a um smartphone com GPS, informa ao usuário cego ou de visão reduzida informações em forma de sons sobre a rua por onde ele esteja passando.

Segundo a empresa, o fone de ouvido foi projetado para rodar com o Windows Phone. Funciona assim: primeiro, o usuário tem a cabeça escaneada com o acessório Kinect para determinar a posição dos canais auditivos, já que o áudio do aparelho é produzido por meio de condução óssea através de dois sensores posicionados perto dos ouvidos.

Cada headset é feito sob medida em uma impressora 3D, o que possibilita o encaixe perfeito no paciente. O gadget é conectado ao celular via Bluetooth, que por sua vez é pareado com outros sinalizadores instalados em lojas, metrôs, sinais, prédios e outros elementos de grandes metrópoles. Tudo isso é captado pelos fones de ouvido, que então avisam o dono do aparelho sobre a proximidade de caixas eletrônicos, elevadores, estações de trem e outras localidades que podem ser úteis ao deficiente.

Estudos prévios do experimento são bastante animadores. Os usuários tiveram ganho na autoestima e redução na ansiedade stress, ficando mais confiantes em se locomover para outras áreas da cidade. "Nós queremos viver como pessoas normais. Não queremos nos planejar com antecedência para conseguir transporte público, um táxi ou algo assim. Queremos ser capazes para simplesmente pular em um ônibus, ir a algum lugar e ter essa liberdade", comentou Kirstie Grice, uma das usuárias que está testando a tecnologia.

Por enquanto, o produto está disponível apenas no Reino Unido, onde cerca de 180 mil pessoas não saem de casa devido aos problemas visuais, segundo dados da Guide Dogs.